DIÁLOGO EM EMESENÊS – A LINGUAGEM DO MSN
Boa noite, amor!
Pq vc demorou?
Estou aki esperando
Já naum sei desde quando.
Estava com saudade.
Vc eh pura maldade
De naum me permitir
Estar aí contigo.
Pq temer o perigo?
Amor, preciso dormir!
Por favor, naum vá embora.
Por favor, naum vá agora.
Me deixa ao menos dizer
Que eu sonho com você
De noite e acordado.
Amor, está ocupado?
Tc com outra pessoa?
Boa noite, amor!
Preciso por
Minha filha pra dormir.
Perdoa se a internet cair
Ou o MSN falhar...
KKKKK
Rir pra não chora.
Rê rê rê rê rê
Ganhar eh perder.
(David Bellmond / 17.06.09)
quarta-feira, 17 de junho de 2009
MUSIC FOR YOU 1
Meu Ébano
É você é um negão de tirar o chapéu
Não posso dar mole se não você ... creu
Me ganha na manha e babau,
Leva meu coração.
É, você é um Ébano lábios de mel
Um príncipe negro, feito a pincel
É só melanina cheirando a paixão.
É, será que eu cai na sua rede ainda não sei
Sei não, mas to achando que já dancei
Na tentação da sua cor
Pois é, me pego toda hora querendo te ver
Olhando pras estrelas pensando em você
Negão eu to com medo que isso seja amor.
Moleque levado, sabor de pecado, menino danado
Fiquei balançada, confesso, quase perco a fala
Com seu jeito de me cortejar
Que nem mestre-sala.
Meu preto retinto, malandro distinto
Será que é instinto.
Mas quando te vejo enfeito meu beijo, retoco o baton
A sensualidade da raça é um dom
É você, meu ébano é tudo de bom!!!
(ALCIONE)
É você é um negão de tirar o chapéu
Não posso dar mole se não você ... creu
Me ganha na manha e babau,
Leva meu coração.
É, você é um Ébano lábios de mel
Um príncipe negro, feito a pincel
É só melanina cheirando a paixão.
É, será que eu cai na sua rede ainda não sei
Sei não, mas to achando que já dancei
Na tentação da sua cor
Pois é, me pego toda hora querendo te ver
Olhando pras estrelas pensando em você
Negão eu to com medo que isso seja amor.
Moleque levado, sabor de pecado, menino danado
Fiquei balançada, confesso, quase perco a fala
Com seu jeito de me cortejar
Que nem mestre-sala.
Meu preto retinto, malandro distinto
Será que é instinto.
Mas quando te vejo enfeito meu beijo, retoco o baton
A sensualidade da raça é um dom
É você, meu ébano é tudo de bom!!!
(ALCIONE)
MUSIC FOR YOU 2
Não me deixe só
Não me deixe só
Que eu tenho medo do escuro,
Tenho medo do inseguro,
Dos fantasmas da minha voz.
Não me deixe só,
Tenho desejos maiores,
Eu quero beijos intermináveis,
Até que os olhos mudem de cor...
Não me deixe só,
Que eu saio na capoeira,
Sou perigosa sou macumbeira,
Eu sou de paz eu sou do bem, mas...
Fique mais,
Que eu gostei de ter você,
Não vou mais querer ninguém,
Agora que sei quem me faz bem.
Não me deixe só,
Que meu destino é raro,
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor.
Fique mais,
Que eu gostei de ter você,
Não vou mais querer ninguém,
Agora que sei quem me faz bem.
Não me deixe só,
Que meu destino é raro,
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor.
(VANESSA DA MATA)
Não me deixe só
Que eu tenho medo do escuro,
Tenho medo do inseguro,
Dos fantasmas da minha voz.
Não me deixe só,
Tenho desejos maiores,
Eu quero beijos intermináveis,
Até que os olhos mudem de cor...
Não me deixe só,
Que eu saio na capoeira,
Sou perigosa sou macumbeira,
Eu sou de paz eu sou do bem, mas...
Fique mais,
Que eu gostei de ter você,
Não vou mais querer ninguém,
Agora que sei quem me faz bem.
Não me deixe só,
Que meu destino é raro,
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor.
Fique mais,
Que eu gostei de ter você,
Não vou mais querer ninguém,
Agora que sei quem me faz bem.
Não me deixe só,
Que meu destino é raro,
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor.
(VANESSA DA MATA)
MUSIC FOR YOU 3
Paixão
Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os ohos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo o que se quer
Ah! Esse maldito fechecler
De repente a gente rasga a roupa e uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo tudo o que vier eu topo
Tudo o que vier vem bem
Quando bebo perco o juízo não me responsabilizo
Nem por mim nem por ninguém
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Essas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou.
(KLEITON E KLEDIR)
Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os ohos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo o que se quer
Ah! Esse maldito fechecler
De repente a gente rasga a roupa e uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo tudo o que vier eu topo
Tudo o que vier vem bem
Quando bebo perco o juízo não me responsabilizo
Nem por mim nem por ninguém
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Essas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou.
(KLEITON E KLEDIR)
sexta-feira, 12 de junho de 2009
O AMOR: IRMÃO DA LOUCURA


Obs. : Desde épocas remotas que o amor tem feito suas vítimas. Para iniciar esse passeio pelas trevas densas do amor (que às vezes parece nos conduzir à luz), o primeiro palestrante é o mestre Drummond, depois Fernando Pessoa, seguimos com Bellmond e encontramos Homero no meio do caminho. Atente à sequência dos poemas e previna-se desse mal de amar, que tantas almas humanas tem conduzido à morte. Amor e morte - binômio inseparável.
CONFRONTO
Bateu Amor à porta da Loucura.
"Deixa-me entrar - pediu - sou teu irmão.
Só tu me limparás da lama escura
a que me conduziu minha paixão."
A Loucura desdenha recebê-lo,
sabendo quanto Amor vive de engano,
mas estarrece de surpresa ao vê-lo,
de humano que era, assim tão inumano.
E exclama: "Entra correndo, o pouso é teu.
Mais que ninguém mereces habitar
minha casa infernal, feita de breu,
enquanto me retiro, sem destino,
pois não sei de mais triste desatino
que este mal sem perdão, o mal de amar."
(Carlos Drummond de Andrade)
O AMOR QUANDO SE REVELA...
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar
Sabe bem olha p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Para saber que estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
(Fernando Pessoa)
Não se sabe revelar
Sabe bem olha p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Para saber que estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
(Fernando Pessoa)
Marcadores:
Amor quando se revela,
Confronto.
2. AMORES QUE APRISIONAM

CARTA A UM AMOR PROIBIDO (ALGEMADOS)
Meu doce amor proibido, há um lado meu que você não conhece e eu nunca tiver oportunidade de falar por causa da felicidade que você me trouxe, permitindo-me lhe amar. Talvez você já tenha até percebido, mas eu nunca senti vontade de falar para não lhe magoar. Acho que é hora de você, meu grande amor, porque não quero que acredite que sou a pessoa mais feliz do mundo. E eu não sou.
Há um lado triste em mim que, de vez em quando, se revela e eu sofro para superá-lo. Nessas datas como "o dia dos namorados" acabam por descobrir meu alter-ego por ver tantas pessoas felizes e acreditando no amor. Não sei de quem é a culpa nem sei se há culpa de alguém. Acho que, por ter a sensibilidade à flor da pele, me sinto deprimido por ver um mundo em que as pessoas se conformam com tudo. Se você diz que eu sou uma pessoa revoltada, subversiva, eu o sou por não concordar com muita coisa que existe em nosso meio, por ver tanta gente fingindo ser feliz quando a felicidade ainda está distante. Será que é preciso representar um personagem que agrade à sociedade para se viver em paz? Veja o meu e o seu caso, por exemplo, ao fingirmos que somos felizes vivendo nossas vidas de maneira exemplar com filhos e dizendo mentiras a quem diz nos amar. Não me refiro a eu e você, mas a mim e a pessoa que vive comigo e a você e a pessoa que está ao seu lado. Será que é preciso que pensemos como a maioria para agradar ao mundo? Será que é preciso anular o nosso verdadeiro sentimento para não haver guerra, morte e fim do mundo?
Ora, eu vejo tantos amigos meus sendo "felizes" com seus amores assumidos e não correspondidos que temo me tornar igual a eles. Por que será que é mais fácil viver fazendo aquilo que a maioria faz? Se a verdade deve estar acima de tudo, a verdade é que eu lhe amo e você também me ama apesar de não assumirmos isso publicamente. Meu amor, sou uma pessoa triste desde minha adolescência. Será que você veio para ser a razão da minha alegria e para sustentar aquilo com que sonho? Posso contar com você para continuar lutando contras as coisas com que não concordo? Você será meu bálsamo para aliviar minha dor nos meus dias repletos de desilusão, dentro de um mundo que prefere viver de aparências. Ou você ignora que eu seja um poeta e que poetas vivem imersos em sonhos e perdidos em reclamações? Sou eu o poeta que cria mundos alternativos para fugir da hipocrisia em que vivo. Poetas são seres inconformados e tristes, trasnformar o mundo a cada instante e morrem insatisfeitos no meio de tantos vendavais que sopram contra suas crenças. Você ama só a mim ou está pronta para amar o poeta e seu sonho? Dois seres em mim lhe amam. Será que você pode amar os dois? Nessa tristeza do dias dos namorados, nasci parta ser derrotado pelo sentimento maior dos seres que preferem amar sem complicações, sem canções de amor verdadeiras, que assumam o amor secreto que há dentro de cada um de muitos de nós, principalmente eu e você. Resta-me saber se você ama um homem-poeta que é triste/sorumbático/melancólico/mais triste do que você imagina e que acredita que você é a razão de viver. Por isso estamos algemados um ao outro desde que nos conhecemos.
Beijos do homem-poeta triste que lhe ama.
(Homero de Linhares / 12.06.09)
Meu doce amor proibido, há um lado meu que você não conhece e eu nunca tiver oportunidade de falar por causa da felicidade que você me trouxe, permitindo-me lhe amar. Talvez você já tenha até percebido, mas eu nunca senti vontade de falar para não lhe magoar. Acho que é hora de você, meu grande amor, porque não quero que acredite que sou a pessoa mais feliz do mundo. E eu não sou.
Há um lado triste em mim que, de vez em quando, se revela e eu sofro para superá-lo. Nessas datas como "o dia dos namorados" acabam por descobrir meu alter-ego por ver tantas pessoas felizes e acreditando no amor. Não sei de quem é a culpa nem sei se há culpa de alguém. Acho que, por ter a sensibilidade à flor da pele, me sinto deprimido por ver um mundo em que as pessoas se conformam com tudo. Se você diz que eu sou uma pessoa revoltada, subversiva, eu o sou por não concordar com muita coisa que existe em nosso meio, por ver tanta gente fingindo ser feliz quando a felicidade ainda está distante. Será que é preciso representar um personagem que agrade à sociedade para se viver em paz? Veja o meu e o seu caso, por exemplo, ao fingirmos que somos felizes vivendo nossas vidas de maneira exemplar com filhos e dizendo mentiras a quem diz nos amar. Não me refiro a eu e você, mas a mim e a pessoa que vive comigo e a você e a pessoa que está ao seu lado. Será que é preciso que pensemos como a maioria para agradar ao mundo? Será que é preciso anular o nosso verdadeiro sentimento para não haver guerra, morte e fim do mundo?
Ora, eu vejo tantos amigos meus sendo "felizes" com seus amores assumidos e não correspondidos que temo me tornar igual a eles. Por que será que é mais fácil viver fazendo aquilo que a maioria faz? Se a verdade deve estar acima de tudo, a verdade é que eu lhe amo e você também me ama apesar de não assumirmos isso publicamente. Meu amor, sou uma pessoa triste desde minha adolescência. Será que você veio para ser a razão da minha alegria e para sustentar aquilo com que sonho? Posso contar com você para continuar lutando contras as coisas com que não concordo? Você será meu bálsamo para aliviar minha dor nos meus dias repletos de desilusão, dentro de um mundo que prefere viver de aparências. Ou você ignora que eu seja um poeta e que poetas vivem imersos em sonhos e perdidos em reclamações? Sou eu o poeta que cria mundos alternativos para fugir da hipocrisia em que vivo. Poetas são seres inconformados e tristes, trasnformar o mundo a cada instante e morrem insatisfeitos no meio de tantos vendavais que sopram contra suas crenças. Você ama só a mim ou está pronta para amar o poeta e seu sonho? Dois seres em mim lhe amam. Será que você pode amar os dois? Nessa tristeza do dias dos namorados, nasci parta ser derrotado pelo sentimento maior dos seres que preferem amar sem complicações, sem canções de amor verdadeiras, que assumam o amor secreto que há dentro de cada um de muitos de nós, principalmente eu e você. Resta-me saber se você ama um homem-poeta que é triste/sorumbático/melancólico/mais triste do que você imagina e que acredita que você é a razão de viver. Por isso estamos algemados um ao outro desde que nos conhecemos.
Beijos do homem-poeta triste que lhe ama.
(Homero de Linhares / 12.06.09)
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Carta a um amor proibido.,
Homero de Linhares
4. AMORES QUE FINDAM
CARTA SUICIDA A UM AMOR PERDIDO
Não se espante se um dia
Ouvir soar pela noite
Meu brado de agonia;
É que não causou efeito
Esconder dentro do peito
Toda dor que eu sentia.
Não se espante se acaso
Ouvir dizer que enlouqueci
Ou que me encontro entrevado;
É que minha vida sem você,
Sem sua voz, é tão normal
Que ainda vai me enlouquecer,
Não se perturbe se um dia
Alguém disser que eu morri;
É que a falta de quem amo,
Este espectral vazio de ti,
Matou todos os meus planos.
E é bem capaz que eu morra
Antes que eu fique louco,
Mas guarde mim um pouco
Pra que eu não morra de vez.
Não deixe que outros pensem
Que morri por ser covarde.
Morri porque te amava tanto
E nunca entendi seu alarde.
Descobri que sem minha amada
Minha cruz é mais pesada.
Pena que descobri tarde.
Pena que agora a distância
Aumenta paralela à dor.
Quanto mais sinto sua falta,
Mais te perco, meu amor,
E mais ainda o tempo passa.
(David Bellmond /12.06.09)
Não se espante se um dia
Ouvir soar pela noite
Meu brado de agonia;
É que não causou efeito
Esconder dentro do peito
Toda dor que eu sentia.
Não se espante se acaso
Ouvir dizer que enlouqueci
Ou que me encontro entrevado;
É que minha vida sem você,
Sem sua voz, é tão normal
Que ainda vai me enlouquecer,
Não se perturbe se um dia
Alguém disser que eu morri;
É que a falta de quem amo,
Este espectral vazio de ti,
Matou todos os meus planos.
E é bem capaz que eu morra
Antes que eu fique louco,
Mas guarde mim um pouco
Pra que eu não morra de vez.
Não deixe que outros pensem
Que morri por ser covarde.
Morri porque te amava tanto
E nunca entendi seu alarde.
Descobri que sem minha amada
Minha cruz é mais pesada.
Pena que descobri tarde.
Pena que agora a distância
Aumenta paralela à dor.
Quanto mais sinto sua falta,
Mais te perco, meu amor,
E mais ainda o tempo passa.
(David Bellmond /12.06.09)
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Carta suicida a um amor perdido.,
David Bellmond.
3. AMORES QUE NÃO SÃO CORRESPONDIDOS
CARTA-RESPOSTA DE UM AMOR PROIBIDO
POEMA DE AMOR EM LINHA RETA (ALGEMADOS)
“Todos as cartas de amor são ridículos”
(Álvaro de Campos)
Não fica triste se a cicatriz que eu fiz em seu peito demorar a sarar é que eu não podia fingir que a alegria que você sentia também era minha e eu não podia te dar nada além de um tiro na esperança agonizante de quem me amou um instante e versejou por um suspiro aquilo que eu não pretendia. Eu prefiro ficar sozinha do que me dar a quem não amo e ver você fazendo planos para um amor que não morreu porque nunca aconteceu. Se foram só meus olhos de ressaca que te provocaram tanta sede, tantas mulheres há por aí que podem te sorrir em troca de um afago, mas eu não. Eu trago no peito um amor nunca resolvido, meio inseguro, meio bandido e eu duvido que consiga me desvencilhar das armadilhas desse amor que há anos me protege. E vem você e me elege como a mais divina mulher...o que é que você quer? Fazer eu me sentir culpada quando me diz que me sonha toda madrugada? Fazer eu me sentir perversa quando me manda os seus versos afogados em meu olhar? Eu já não posso acreditar em amores tão repentinos e você diz que desde que me viu me amou e nunca teve mais do que amores dolorosos e breves e que eu sou sua escolhida para passar o resto da vida ouvindo a sua poesia. Que monotonia, você cantando para mim e eu querendo ver se o amor que você sente tem um fim. Ora, ame-se e acredite que o seu lirismo foi ao limite do que poderia sentir e escrever e ver e ler tudo que o meu olhar transmite. Ame-se e pense que é melhor amar alguém por um instante do que nunca amar, inda que o amor passageiro nunca seja seu por inteiro, inda que eu não te retribua a mesma lua, o mesmo sol que fiz brilhar no seu bemol. Cante qualquer canção de ira, que talvez isso te inspira a outro amor depois do meu, porque o meu, meu caro amigo, não poderá nunca morrer, ou sequer te fará sofrer, pois ele na verdade nunca em mim nasceu.
(Senhorita Krêuris /12.06.09)
POEMA DE AMOR EM LINHA RETA (ALGEMADOS)
“Todos as cartas de amor são ridículos”
(Álvaro de Campos)
Não fica triste se a cicatriz que eu fiz em seu peito demorar a sarar é que eu não podia fingir que a alegria que você sentia também era minha e eu não podia te dar nada além de um tiro na esperança agonizante de quem me amou um instante e versejou por um suspiro aquilo que eu não pretendia. Eu prefiro ficar sozinha do que me dar a quem não amo e ver você fazendo planos para um amor que não morreu porque nunca aconteceu. Se foram só meus olhos de ressaca que te provocaram tanta sede, tantas mulheres há por aí que podem te sorrir em troca de um afago, mas eu não. Eu trago no peito um amor nunca resolvido, meio inseguro, meio bandido e eu duvido que consiga me desvencilhar das armadilhas desse amor que há anos me protege. E vem você e me elege como a mais divina mulher...o que é que você quer? Fazer eu me sentir culpada quando me diz que me sonha toda madrugada? Fazer eu me sentir perversa quando me manda os seus versos afogados em meu olhar? Eu já não posso acreditar em amores tão repentinos e você diz que desde que me viu me amou e nunca teve mais do que amores dolorosos e breves e que eu sou sua escolhida para passar o resto da vida ouvindo a sua poesia. Que monotonia, você cantando para mim e eu querendo ver se o amor que você sente tem um fim. Ora, ame-se e acredite que o seu lirismo foi ao limite do que poderia sentir e escrever e ver e ler tudo que o meu olhar transmite. Ame-se e pense que é melhor amar alguém por um instante do que nunca amar, inda que o amor passageiro nunca seja seu por inteiro, inda que eu não te retribua a mesma lua, o mesmo sol que fiz brilhar no seu bemol. Cante qualquer canção de ira, que talvez isso te inspira a outro amor depois do meu, porque o meu, meu caro amigo, não poderá nunca morrer, ou sequer te fará sofrer, pois ele na verdade nunca em mim nasceu.
(Senhorita Krêuris /12.06.09)
Marcadores:
Poema de amor em linha reta.,
Senhorita Krêuris
5. AMORES TRÁGICOS I

DESFECHO PASSIONAL
Sonhei que havia encontrado
O meu verdadeiro amor,
Era uma paixão ardente
Que fazia brotar flor
No meu deserto de mágoas.
Sonhei que o meu amor
Me enviava mil telegramas
Dizendo o quanto me quer,
Dizendo o quanto me ama
Em embalagens de bombons.
Sonhei que eu escrevia versos
Para alegrar a minha amada,
Eu tolo feito criança
Crendo em contos de fadas
Com meus versos abestalhados.
Acordei em um pesadelo
Neste charco que me sufoca.
Vê que o meu sangue se esvai
E aquela minha paixão louca
Foi quem me tirou a vida.
Queria que me revelasses,
Transeunte que me observa,
Se foi o amor demasiado
Que me conduziu às trevas
Ou o amado da minha amada.
(Homero de Linhares / 12.06.09)
Sonhei que havia encontrado
O meu verdadeiro amor,
Era uma paixão ardente
Que fazia brotar flor
No meu deserto de mágoas.
Sonhei que o meu amor
Me enviava mil telegramas
Dizendo o quanto me quer,
Dizendo o quanto me ama
Em embalagens de bombons.
Sonhei que eu escrevia versos
Para alegrar a minha amada,
Eu tolo feito criança
Crendo em contos de fadas
Com meus versos abestalhados.
Acordei em um pesadelo
Neste charco que me sufoca.
Vê que o meu sangue se esvai
E aquela minha paixão louca
Foi quem me tirou a vida.
Queria que me revelasses,
Transeunte que me observa,
Se foi o amor demasiado
Que me conduziu às trevas
Ou o amado da minha amada.
(Homero de Linhares / 12.06.09)
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