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EIS AQUI O ESPAÇO VIRTUAL ONDE AS PALAVRAS BUSCAM SE LIBERTAR DO LIMBO.



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A CARA DO BLOG MUDOU, ENTRETANTO A AVENTURA DE ESCREVER CONTINUA VIVA.

ESTAMOS AQUI À ESPERA DE QUE VOCÊS NOS LEIAM E, SE POSSÍVEL, DEIXEM UM COMENTÁRIO.

ABRAÇO FRATERNO.

(HOMERO DE LINHARES)


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AVISO AOS INTERNAUTAS,

A PARTIR DE HOJE, ESTOU AQUI COM HOMERO DE LINHARES, REVEZANDO NA ARTE DA PALAVRA.

GRANDE ABRAÇO.


(DAVID BELLMOND)







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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PAUSA PARA A CHUVA QUE NÃO DÁ TRÉGUA (2)

OUTRA VEZ A CHUVA





A chuva impiedosa
Aumentou as minhas mágoas
E amarelou as águas
Da baía de Vitória.

Quem disse que a chuva é imparcial?
Quem é que fica alagado?
Quem fica desabrigado?
O rico ou o marginal?


A chuva vem com certeza
Balançando meu telhado
Vem com vento e trovoada
Aumentar minha pobreza.


Meus livros todos torcidos,
Os meus discos estragados,
Minha varanda alagada
E eu em casa encarcerado.


A chuva vem outra vez
Destruir em poucas horas
(a chuva ri, minha alma chora)
O que eu ganhei em um mês.



(Homero de Linhares / 02 de novembro de 2009)


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

POEMAS NÃO TÃO DE AMOR















CANSEI ...

I

Você é carta fora do baralho.
Cansei de fazer papel de otário.
Qual é a sua, amizade?
Não quero mais fazer sua vontade.

Não quero mais brincar de esconde-esconde.
Não quero ser califa nem ser monge.
Só quero que você me deixe em paz
E leve os seus erros habituais.

II

Cansei de escrever poemas bestas
para agradar à besta da minha musa
que só me usa pra massagear o ego
e eu não nego que escrevo com sacrifício
e meu suplício é não ter o que escrever.

Cansei se escrever odes sem graça
pra ganhar graça aos olhos da minha ninfa
tirando chinfra com suas amigas vazias.
a poesia vai ficando rarefeita
e sem receita não há mais como escrever.

(Homero de Linhares)


NECROLÓGICO DOS DESILUDIDOS DO AMOR

Os desiludidos do amor
estão desfechando tiros no peito.
Do meu quarto ouço a fuzilaria.
As amadas torcem-se de gozo.
Oh quanta matéria para os jornais.

Desiludidos mas fotografados,
escreveram cartas explicativas,
tomaram todas as providências
para o remorso das amadas.
Pum pum pum adeus, enjoada.
Eu vou, tu ficas, mas os veremos
seja no claro céu ou no turvo inferno.

Os médicos estão fazendo a autópsia
dos desiludidos que se mataram.
Que grandes corações eles possuíam.
Vísceras imensas, tripas sentimentais
e um estômago cheio de poesia...

Agora vamos para o cemitério
levar os corpos dos desiludidos
encaixotados completamente
(paixões de primeira e de segunda classe).

Os desiludidos seguem iludidos,
sem coração, sem tripas, sem amor.
Única fortuna, os seus dentes de ouro
não servirão de lastro financeiro
e cobertos de terra perderão o brilho
enquanto as amadas dançarão um samba
bravo, violento, sobre a tumba deles.

(Carlos Drummond de Andrade)


O UTOPISTA


Ele acredita que o chão é duro
Que todos os homens estão presos
Que há limites para a poesia
Que não há sorrisos nas crianças
Nem amor nas mulheres
Que só de pão vive o homem
Que não há um outro mundo.

(Murilo Mendes)


ROSÁRIO


E eu que era um menino puro
Não fui perder minha infância
No mangue daquela carne!
Dizia que era morena
Sabendo que era mulata
Dizia que era donzela
Nem isso não era ela
Era uma môça que dava.
Deixava... mesmo no mar
Onde se fazia em água
Onde de um peixe que era
Em mil se multiplicava
Onde suas mãos de alga
Sobre o meu corpo boiavam
Trazendo à tona águas-vivas
Onde antes não tinha nada.
(...)


Aqueles olhos noturnos
Luzinho de luz parada
Na imensa noite da ilha!
Era minha namorada
Primeiro nome de amada
Primeiro chamar de filha
Grande filha de uma vaca!
Como não me seduzia
Como não me alucinava
Como deixava, fingindo
Fingindo que não deixava!
(...)


E eu baixinho me entregava
Com medo que Deus ouvisse
Os gemidos que não dava!
Os gemidos que não dava
Por amor do que ela dava
Aos outros de mais idade
Que a carregaram da ilha
Para as ruas da cidade.
Meu grande sonho da infância
Angústia da mocidade.

(Vinícius de Moraes)

Observação: Para ler poemas de Murilo, Vinícius, Drummond e outros, acesse:
http://www.revista.agulha.nom.br/poesia.html





domingo, 6 de setembro de 2009

APELO




APELO

 
Eu tenho tomado banho todos os dias
mas guardo em mim o gosto do seu corpo
das suas partes íntimas dentro da poesia.
Sua boca foi a última que beijei
seu corpo foi o último que toquei
suas mãos foram as últimas que sei
que me acariciaram naquele distante dia.
eu quero ser amigo, poeta e amante
mesmo que eu te ame secreto e por instantes.
Quero que você seja minha psicanalista
com sua paixão só minha e egoísta
pois meu corpo não sabe o que é prazer
longe da sua pele, longe da sua vista.
Espere-me que eu me guardo pra você
e guardo minha força para lhe dominar
e não deixe outro tomar o meu lugar
nem lhe seduzir como eu sei fazer.

(Homero de Linhares / 06.09.09)


terça-feira, 14 de julho de 2009

ADEUS À SENHORITA KRÊURIS (Parte VII)


UM PEDAÇO DO SEU SER

Não quero mais sentir saudades de você.
O que eu quero mesmo é viver
ao seu lado os dias que me restam
nesta vida que já não presta
se não for pra lhe amar.

Não quero mais lhe telefonar
e planejar momentos passageiros
e ficar o dia inteiro
só sonhando com o que vem.
Senhorita, seu amor me convém

Como convém a um barco pelas ondas velejar.
Eu sou o barco e você é o mar.
Não quero sentir mais essa fome
Que sinto de gritar seu nome
E beber do seu olhar.

Acho que preciso de você
No meu dia-a-dia a todo instante.
Não quero mais ser o seu amante,
Eu quero ser doravante
Um pedaço do seu ser.

(Homero de Linhares /07.06.09)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ESPERANDO VOCÊ 1

SENHORITA KRÊURIS (PARTE II)

Deu-me vontade de te ligar à meia-noite
E arrumar uma desculpa esfarrapada
Para ouvir a sua voz uma só vez
Mas tive medo de que um outro homem
Me atendesse e perguntasse quem eu era
E eu não teria coragem de esconder:
Eu sou um louco no meio da madrugada
Querendo apenas dizer à minha amada
Que eu não durmo de amor e de ciúme.

Nesses malditos e longos fins de semanas
Como eu odeio não te ver nem te falar.
Como eu te amo, Linda Senhorita K.
Deixa-me ser ao menos o seu bibelô.
Não necessita nem mesmo me dar amor
Basta me ter, basta me ouvir, basta me olhar.

(Homero de Linhares / 07.06.09)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

POEMA PARA NAMORADOS (5)








DE QUE VOCÊ MAIS PRECISA



Você é aquele mulher
para quem um poeta qualquer
deveras conseguiria
fazer poesia.
Bastou que eu me lembrasse
Da beleza da sua face
E escrevesse esses versos
Escritos com meu apreço
E com clara dedicação
À sua aparição
Nesse meu mundo cinza.
Amante, amado ou marido
Sabem que o seu sorriso
Enfeitiça outros homens?
Quem sabe eles precisam
Redescobrir tudo aquilo
De que você mais precisa?

(Homero de Linhares / 25.11.08)

domingo, 7 de junho de 2009

POEMA PARA NAMORADOS (7)






UM PEDAÇO DO SEU SER

Não quero mais sentir saudades de você.
O que eu quero mesmo é viver
ao seu lado os dias que me restam
nesta vida que já não presta
se não for pra lhe amar.

Não quero mais lhe telefonar
e planejar momentos passageiros
e ficar o dia inteiro
só sonhando com o que vem.
Senhorita, seu amor me convém

Como convém a um barco pelas ondas velejar.
Eu sou o barco e você é o mar.
Não quero sentir mais essa fome
Que sinto de gritar seu nome
E beber do seu olhar.

Acho que preciso de você
No meu dia-a-dia a todo instante.
Não quero mais ser o seu amante,
Eu quero ser doravante
Um pedaço do seu ser.


(Homero de Linhares /07.06.09)

POEMA PARA NAMORADOS (8)




O AMOR SECRETO É COMO UM RIO ESCURO


O amor secreto é como um rio escuro
no qual mergulhas sem saber se emerges
e quanto mais fundo mais nos fascina
e esse segredo nos mata e protege.

Tenho tanto medo do mar e amar
Que quero entrar no rio e o medo
Controla meu pulsar e minha vontade
De revelar a todos meu segredo.

O amor secreto é como um estranho rio
Em que me banho sem saber se posso
Lavar meu corpo sem correr o risco

De me sujar ainda mais nas águas
Que às vezes se travestem de prazer
E outras vezes se revelam mágoas.


(Homero de Linhares / 02.06.09)