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ABRAÇO FRATERNO.

(HOMERO DE LINHARES)


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GRANDE ABRAÇO.


(DAVID BELLMOND)







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segunda-feira, 8 de junho de 2009

POEMA PARA NAMORADOS (6)




Obs.: A imagem acima veio no encarte da minha fatura da Riachuelo. Achei interessante reproduzi-la junto a um tema tão recorrente na poesia: O amor (ainda que de forma tão despudorada). O mestre Drummond mais uma vez mostra seu brilhantismo na arte da lira e do erotismo. Apesar de tanto atrevimento, os versos são perfeitos com decassílabos italianos num soneto bem acabado. Rimas, sons e imagens de um grande poeta.








NÃO QUERO SER O ÚLTIMO A COMER-TE

Não quero ser o último a comer-te.
Se em tempo não ousei, agora é tarde.
Nem sopra a flama antiga nem beber-te
aplacaria sede que não arde

em minha boca seca de querer-te,
de desejar-te tanto e sem alarde,
fome que não sofria padecer-te
assim pasto de tantos, e eu covarde

a esperar que limpasses toda a gala
que por teu corpo e alma ainda resvala,
e chegasses, intata, renascida,

para travar comigo a luta extrema
que fizesse de toda a nossa vida
um chamejante, universal poema.


(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Drummond - Lira romantiquinha


Lira Romantiquinha


Por que me trancas
o rosto e o sorriso
e assim me arrancas
do paraíso?


Por que não queres
deixando o alarme
( ai, Deus: mulheres)
acarinhar-me?


Por que cultivas
as sem-perfume
e agressivas
flores do ciúme?


Acaso ignoras
que te amo tanto,
todas as horas,
já nem sei quanto?


Visto que em suma
é todo teu,
de mais nenhuma
o peito meu?


Anjo sem fénas
minhas juras
porque é que é
que me angusturas?


Minha alma chove
frio e tristinho
não te comove
este versinho?


(Carlos Drummond de Andrade)